26 de outubro de 2017

[Resenha] Os Meninos que Enganavam Nazistas

Título: Os Meninos Que Enganavam Nazistas
Autor: Joseph Joffo
Editora: Vestígio
Páginas: 288
Ano: 2017
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*Cortesia da editora


Sinopse: Paris, 1941. O país é ocupado pelo exército nazista e o medo invade as casas e as ruas francesas. O poder de Hitler se mostra absoluto e brutal na França… É durante um dos períodos mais turbulentos da História que a emocionante narrativa de Joseph e Maurice se desenrola. Irmãos judeus de 10 e 12 anos de idade, eles perambulam sozinhos pelas estradas, vivendo experiências surpreendentes, tentando escapar da morte e em busca da zona livre para ganhar a liberdade.

Essa é uma história real, autobiográfica, cuja espontaneidade, ternura e humor comprovam o triunfo da humanidade e da empatia nos momentos mais sombrios, quando o perigo está sempre à espreita… Os meninos que enganavam nazistas conta a fantástica e emocionante epopeia de duas crianças judias durante a ocupação, narrada por Joseph, o mais jovem.

Minha impressão
Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, a França era ocupada pelos nazistas e os judeus corriam perigo. Hitler ganhava forças a cada dia e a situação só tendia a piorar. Para proteger a sua família, um casal de judeus precisou tomar uma difícil decisão: Enviar os seus filhos para um lugar seguro. Os dois filhos mais velhos haviam partido há algum tempo e esperavam pelos mais novos.

Joseph e Maurice, 10 e 12 anos, saíram de casa com apenas uma mochila cada e uma quantia em dinheiro que os pais lhe deram. O caminho era longo e não podiam perder tempo, eles não tinham documentos e o exército nazista caçava os judeus. O pai lhes avisou para jamais revelarem que eram judeus ou colocariam as suas vidas em risco.
"Quanto a meus pais, ficaram lá em cima. Soube mais tarde, depois que tudo acabou, que meu pai ficou de pé, balançando de um lado para o outro de olhos fechados, como se embalando uma dor imemorial.
Em meio à noite escura, nas ruas desertas, com o toque de recolher prestes a soar, desaparecemos nas trevas.
Nossa infância tinha terminado."
Os dois irmãos viajaram sozinhos, toda a população estava apavorada e o clima era tenso. Eles não tinham em quem confiar e precisaram enfrentar juntos as dificuldades que apareciam pelo caminho. Eram crianças tentando sobreviver!
Quando finalmente conseguiram chegar ao seu destino, os irmãos acreditaram que teriam um pouco de paz, no entanto, a guerra estava longe de terminar e as ordens para prender os judeus estavam ficando ainda mais rigorosas. Novamente os irmãos Joffo tiveram que viajar sozinhos e era cada vez mais perigoso.

Eles presenciaram cenas horríveis, passaram por momentos que acreditaram não sair com vida, tiveram medo. Mas eles transformaram o medo em coragem e lutaram com todas as suas forças para ficarem vivos.
"É espantoso o quanto somos capazes de nos habituar a uma situação amedrontadora. O ser humano tem uma faculdade de adaptação que lhe permite superar situações impossíveis."
Minha impressão
Ler um livro que fale sobre a Segunda Guerra Mundial é sempre muito impactante, mas ler uma história real, um relato de um sobrevivente, mexe ainda mais com a gente. Joseph e Maurice eram apenas duas crianças que precisaram deixar para trás tudo o que tinham ou conheciam. 

Esse livro traz um história incrível e emocionante. Acompanhamos pelos olhos de um garoto de dez anos, juntamente com o seu irmão de doze, todo o horror que a guerra causa. Eles foram muito corajosos e muito espertos, conseguiam escapar por pouco, tinham espontaneidade e agiam com naturalidade diante de situações perigosas. Os irmãos tinham fibra e garra, queriam viver, queriam rever a sua família. 

A primeira versão desse livro foi publicada em 1973, o autor começou a receber cartas de seus leitores e a ser convidado para dar palestras em escolas. Nessa nova versão do livro, o autor colocou um posfácio onde responde perguntas que lhe são feitas com frequência, tanto nas palestras quanto nas cartas que recebe. 

Agora eu estou curiosa para assistir ao filme e depois trago aqui para vocês a minha opinião sobre ele. 

"Meninos que enganavam nazistas" é um livro excelente e eu recomendo muito a leitura. 
Minha nota para o livro

7 comentários:

  1. Vejo livros assim e todo aquele sentimento em relação ao filme A Vida é Bela, ao livro o Menino de Pijama Listrado e afins, vem a tona.
    Tenho certeza que é uma leitura válida, sempre. Adorei a sua dica.

    Beijos.
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com.br/

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  2. Por se tratar de uma história real, me deixa ainda mais com vontade de ler, sinto que vou me emocionar bastante e esse final de semana eu vou mergulhar na leitura. Além disso, a perspectiva de garotos/crianças me faz perceber que deve ser muito emocionante durante os capítulos. Enfim, também não li tantos livros nessa linha e acho que é uma boa dica. Adoro a capa, mesmo sendo a do filme.

    Xoxo <3

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  3. Oi, tudo bem?
    Eu gosto muito de histórias sobre a Segunda Guerra Mundial, por essa razão fiquei bem animada quando vi que sua resenha seria sobre esse livro, mas mais do que isso, eu gosto de livros autobiográficos sobre essa época, por essa razão estou doida por esse livro já, pois eu não sabia que ele narrava algo real. Bom, imagino que deva ser extremamente emocionante acompanhar tudo e gostei de saber que o autor dedicou uma parte do livro para responder algumas perguntas que recebe com frequência.

    Beijos :*

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  4. Gosto muito dessas histórias autobiográficas, pois elas contém informações surpreendentes. Informações que deixam o leitor admirado com a coragem e garra desses meninos para continuarem vivos como nessa obra. Pretendo ler esse livro emocionante e quero ver o filme também!

    Bjs.

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  5. Olá, tudo bem? De fato, ler um livro com a carga de ser real é muito mais angustiante. Gosto bastante do tema 2° Guerra Mundial, Nazismo e já tinha ouvido falar do livro. Porém essa é a primeira resenha que leio e fiquei mais curiosa ainda sobre ele. Adorei! Dica anotada.
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

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  6. Beatriz, eu não sou muito adepta de ler livros que tratem de guerras, pois não é o tipo de leitura que gosto de fazer.
    Mas deu para perceber, com a sua resenha, como essa história é tocante, ainda mais por ser real e pela visão de um garoto.
    Talvez eu desse uma chance.

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  7. Que capa linda, confesso que não leio livros sobre guerra porque sofro demais, me sinto muito mal, por saber que realmente várias pessoas passaram por este horror. Eu estou lendo O Diário de Anne Frank, o único que tive coragem até hoje. Mas o coração está acabado.Ótima resenha.

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