20 de abril de 2017

Pária (D. G. Ducci)


Pária
Dessa corrente de tolos
quero estar distante,
e espero que estejas comigo,
porque eu percebi
que prefiro estar sozinho.

Eles não me têm onde querem,
pois eu não sou um deles.
Eles me tratam muito bem,
como se eu fosse um idiota.

Nessa corrente de tolos
grilhões não me prendem;
só afetam gente fútil.
Eu poderia ser um deles
mas prefiro ser um pária.

Agora eu os peço
para me deixarem em paz.
Minha vida assim segue melhor,
minha vida prefere a calma,
mesmo que a calma seja muito forte.

Nessa corrente de tolos,
que eles esqueçam meus olhos,
pois um dia essa corrente irá partir,
e eu estarei distante,
eu estarei seguro.

É tempo de correr
hora de ir
Boa noite, bons sonhos,
mas durma logo
antes que o fogo lhe apague.

(D. G. Ducci)

Retirado do livro Alquimia da Tempestade

4 comentários:

  1. Olá!
    Não conhecia autor e obra.
    O poema é muito sofrido (achei) me deu uma sensação de impotência, de inercia diante de um sentimento, sei lá! rs
    Bjs

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  2. Lindo poema! Preciso conhecer o livro de onde ele foi retirado!! Quero conhecer outros poemas do autor! Fiquei curiosa pelas inspirações dele.
    Beijos,
    Cidália.

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  3. ‘Dessa corrente de tolos
    quero estar distante,
    e espero que estejas comigo,
    porque eu percebi
    que prefiro estar sozinho.’
    Perfeito!
    Perfeito é a única palavra que me vem à cabeça, fora que absolutamente sugestivo. O texto é todo perfeito, quero mais.

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  4. Que poesia maravilhosa! Diz tanto, sem dizer quase nada. Amei!
    Se essa poesia foi tirada de uma obra do autor, fico imaginando como é o livro todo <3

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